A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social aprovou, nesta quinta-feira (26), um pacote de 87 requerimentos durante reunião realizada em Brasília. As medidas foram votadas em bloco, sem discussão individual em plenário, e atingem diretamente o entorno do senador Weverton Rocha (PDT), conhecido como “Meu Preto”.
Entre os alvos está o empresário maranhense Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor de Weverton Rocha. A comissão aprovou a convocação de Gustavo para prestar depoimento como testemunha, além da quebra de seus sigilos bancário e fiscal no período de 1º de janeiro de 2019 a 11 de novembro de 2025.
Os requerimentos que atingem o ex-assessor foram apresentados pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). Um dos pedidos inclui a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), com transferência de sigilos bancário e fiscal. Outro determina a convocação formal para que ele seja ouvido pela comissão.
Embora o senador Weverton Rocha não seja, até o momento, alvo direto das medidas aprovadas, o fato de a investigação alcançar um ex-integrante de seu gabinete recoloca o parlamentar maranhense no centro da turbulência política em Brasília. No Maranhão, a decisão repercutiu nos bastidores, justamente por envolver um nome ligado a um dos principais representantes do estado no Senado.
Até agora, Gustavo Marques Gaspar não se manifestou publicamente sobre as medidas. Também não houve posicionamento oficial do senador Weverton Rocha acerca da convocação e da quebra de sigilos de seu ex-assessor.
A reunião da CPMI também aprovou requerimentos considerados sensíveis no cenário nacional, entre eles a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim como os demais pedidos, a medida foi incluída no pacote aprovado em votação conjunta.
A CPMI do INSS seguirá nas próximas semanas com oitivas e análise de documentos. A expectativa é que os depoimentos e os dados autorizados pela comissão aprofundem as investigações e mantenham o entorno do senador “Meu Preto” sob os holofotes do cenário político.