Home Geral Em qual Mical acreditar?
GeralLocalManchetePolítica

Em qual Mical acreditar?

Compartilhe
Compartilhe

Postura de Mical Damasceno expõe contradições e levanta questionamentos sobre coerência política

A deputada estadual Mical Damasceno voltou a afirmar, na tribuna da Assembleia Legislativa, que nunca integrou a base do ex-governador Flávio Dino. A declaração, no entanto, contrasta com registros públicos e materiais de campanha que mostram a parlamentar ao lado de Dino durante as eleições de 2018, quando não apenas integrava o grupo político, como também se apresentava como representante do segmento evangélico dentro daquela aliança.

O histórico político da deputada revela uma trajetória marcada por mudanças de posicionamento conforme o cenário de poder. Mical, que se declara cristã fervorosa e defensora dos valores evangélicos, adota um discurso rígido na tribuna, mas mantém alianças que caminham em sentido oposto ao que prega.

A contradição se torna ainda mais evidente ao lembrar que a parlamentar já “jurou amores” ao ex-governador Flávio Dino — hoje ministro do Supremo Tribunal Federal — e agora tenta, de todas as formas, apagar esse passado. Em contrapartida, passou a exaltar e declarar apoio ao governador Carlos Brandão, que está no poder e já afirmou que seu governo tem alinhamento à esquerda.

Diante disso, a pergunta que fica para o eleitor é direta: em qual Mical Damasceno acreditar? Na que jurava amores a Dino quando ele estava no poder, ou na que agora tenta escondê-lo para exaltar Brandão, que hoje ocupa o comando do Estado?

A mudança de postura escancara uma prática política baseada na conveniência, onde o discurso se adapta conforme o momento e os interesses. Na tribuna, Mical arrota moralidade; na prática, sua trajetória revela incoerências difíceis de ignorar.

Dino a quem ela (Mical) já ela já trocou sorrisos, agora nega que o apoiou

A tentativa de reescrever o próprio passado político, ignorando registros amplamente conhecidos, reforça a percepção de uma atuação que prioriza posicionamentos estratégicos em detrimento da coerência.

Para um público que ela mesma afirma representar — especialmente o eleitorado evangélico —, a contradição é ainda mais sensível. Afinal, defender valores com firmeza exige, no mínimo, alinhamento entre discurso e prática.

O caso levanta um debate importante sobre credibilidade, coerência e responsabilidade política, especialmente quando a fé e princípios religiosos são utilizados como base de sustentação eleitoral.