A morte do policial militar Maykon da Silva, de 37 anos, e o ferimento de outro PM durante uma troca de tiros na saída do Réveillon, na Avenida Litorânea, em São Luís, não foram um caso isolado, e sim o estopim do caos na Segurança Pública do Maranhão. O episódio escancarou o que a população já sente diariamente: a fragilidade, o descontrole e o fracasso da segurança pública no Maranhão sob a atual gestão comandada por Maurício Martins e avalizada pelo governador oligarca Carlos Brandão.
O caso ocorreu por volta das 3h30 do dia 1º de janeiro, em um dos pontos mais vigiados e movimentados da capital, durante o maior evento popular do Estado. Dois policiais armados, em meio a uma multidão, se envolveram em uma confusão que terminou em tiros, morte, prisão e cidadãos comuns feridos, incluindo turistas. Um retrato fiel do improviso e da falta de comando.

Maykon da Silva, do 21º Batalhão da Polícia Militar, morreu no local. O outro policial envolvido, Patrick Machado Assunção, permanece internado, já teve a prisão decretada e segue custodiado. Além da tragédia entre membros da corporação, pessoas inocentes foram atingidas, o que levanta uma pergunta inevitável: onde estava o planejamento da segurança pública?
A resposta parece estar na condução política do setor. A Secretaria de Estado da Segurança Pública transformou-se em um verdadeiro puxadinho, uma extensão do Palácio dos Leões. Sob o comando de Maurício Martins — primo do governador — a SSP passou a ser gerida como um espaço de confiança familiar, não como uma instituição estratégica essencial à proteção da população.
A chamada gestão dos primos tem sido um desastre. Com Maurício Martins à frente da pasta, as forças de segurança vêm sendo sistematicamente avacalhadas, desmoralizadas e expostas. Falta comando, sobra improviso. Policiais não têm respaldo, delegados reclamam da condução, agentes denunciam desorganização. A insatisfação é geral: da população, das bases operacionais e até dos quadros técnicos do sistema.
Os erros são sucessivos e recorrentes. Falhas de planejamento, crises mal conduzidas, silêncio institucional e ausência de respostas claras tornaram-se regra. O episódio do Réveillon é apenas mais um capítulo de uma gestão que insiste em errar — e em repetir os mesmos erros.
Mesmo diante desse cenário, o governador, tratado cada vez mais como um oligarca e ditador, prefere manter o primo no comando, ignorando o clamor público e o desgaste interno nas corporações. Ao proteger um gestor incapaz, o governo escolhe sacrificar a população, que paga a conta com medo, insegurança e, agora, com vidas.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública não apresentou explicações convincentes sobre como dois policiais armados puderam trocar tiros em meio a uma multidão, por que o controle falhou e quem será responsabilizado pelas omissões.

Enquanto o governo silencia, famílias choram, um policial está morto, outro está preso e civis foram feridos. A segurança pública do Maranhão segue sem rumo, refém do compadrio e da falta de competência.
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