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Brandão, o maior traidor da história política do Brasil

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Veja o vídeo ao final da matéria – Reincidente em apunhalar aliados pelas costas, o governador oligarca Carlos Brandão e seu grupo político agora tentam se vender como vítimas de traição. A cena beira o ridículo. Quem construiu sua trajetória política marcada por rompimentos, ingratidão e quebra de compromissos não tem autoridade moral para apontar o dedo para ninguém.

Afeito à prática da traição, o governador coronelista e oligarca Carlos Brandão parece sofrer de amnésia seletiva quando o assunto é seu próprio passado. Ao longo de sua trajetória, acumulou episódios de rompimentos, deslealdade e traições políticas. Não por acaso, carrega a fama de maior traidor político do Brasil entre aliados e a classe política em geral.

Após ver seu sobrinho perder o apoio político do prefeito Rildo Amaral, de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, Brandão resolveu vestir a fantasia de vítima. O prefeito pulou fora do barco do projeto natimorto do sobrinho do governador para o Palácio dos Leões. Bastou isso para que Brandão passasse a acusá-lo de traição, numa demonstração evidente de desespero político.

Como de costume, o sistema de comunicação (Blogs, sites, rádio e TV) alimentados pelo Governo do Estado entrou imediatamente em ação para construir a narrativa da vitimização. Tentaram transformar o governador em mártir e colar no prefeito o rótulo de traidor. Mas a história não mente, e os fatos estão aí para quem quiser ver.

Quem conhece a trajetória da família Brandão sabe que a prática da traição não começou agora. Na década de 1990, após ser eleito com o apoio de Gonçalo Banana, então prefeito de Colinas, Zé Henrique Brandão, irmão de Carlos Brandão, rompeu e traiu seu principal aliado político. De lá para cá, a marca registrada do grupo passou a ser justamente a ingratidão com aqueles que abriram portas e estenderam a mão. Em mais um exemplo de traição, em Paço do Lumiar, Brandão atropelou a então prefeita Paula da Pindoba, que era sua aliada de primeira hora, para impor goela abaixo o seu principal adversário Fred Campos. O governador Brandão humilhou Paula, avacalhou a gestão da aliada em detrimento de seu adversário político, sem o mínimo respeito e pudor.

O episódio mais emblemático, porém, aconteceu com o grupo político liderado pelo então governador Flávio Dino. Em 2022, diante de milhares de pessoas, testemunhas, lideranças políticas e da imprensa, Carlos Brandão afirmou de forma categórica que o Maranhão teria um governador do PT em 2026, numa referência direta ao então vice-governador Felipe Camarão.

A declaração foi pública, registrada e amplamente divulgada. Não foi uma conversa de bastidor. Não foi uma interpretação equivocada. Foi um compromisso político assumido diante do povo maranhense.

Mas, quando chegou a hora de honrar a palavra dada, Brandão fez aquilo que ele faz de melhor: voltou atrás. Ignorou compromissos, desprezou acordos e passou por cima de aliados para impor a candidatura do próprio sobrinho. Um ato de puro nepotismo político travestido de projeto de governo.

Carlos Brandão age como se tivesse chegado ao Palácio dos Leões por mérito exclusivamente próprio. A verdade é bem diferente. Antes de ser escolhido sucessor, enfrentava forte resistência dentro do grupo liderado por Flávio Dino. Muitos alertaram sobre os riscos de sua escolha. Mesmo assim, Dino assumiu o desgaste político, bancou sua candidatura e garantiu as condições para que chegasse ao governo.

Brandão, até então um vice-governador sem expressão política estadual, ganhou projeção graças ao apoio do grupo que hoje combate. Recebeu confiança, estrutura, apoio e lealdade. Em troca, entregou rompimento, perseguição política e descumprimento de acordos.

Traiu quem o ajudou a chegar ao poder. Traiu quem acreditou em sua palavra. Traiu quem lhe estendeu a mão quando poucos apostavam em seu nome.

Agora, porque Rildo Amaral decidiu seguir seu próprio caminho político, é tratado pelo governador e seus aliados como traidor. A inversão de valores é tão absurda quanto reveladora. Quem passou a vida rompendo acordos e abandonando aliados tenta atribuir aos outros a própria biografia.

É difícil encontrar, na história recente da política maranhense, alguém que tenha acumulado tantos episódios de rompimento quanto Carlos Orleans Brandão. Sua trajetória política está marcada por promessas não cumpridas, acordos desfeitos e aliados descartados quando deixam de servir aos seus interesses.

Por isso, quando Brandão fala em traição, fala com a autoridade de quem conhece o assunto por experiência própria.

E como diz o imortal trecho da música “Vou Festejar”, de Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias, eternizada na voz de Beth Carvalho:

“Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.”