A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou que ele poderá ser submetido a um novo procedimento médico nos próximos dias para o controle de crises persistentes de soluço. Neste sábado (27), Bolsonaro passou por um bloqueio anestésico do nervo frênico do lado direito e permanece em observação no hospital DF Star, em Brasília.
Segundo os médicos, a conduta inicial era intensificar o tratamento com medicamentos. No entanto, após uma crise intensa registrada na noite de sexta-feira (26), que comprometeu o descanso do ex-presidente e o deixou abatido ao despertar, a equipe optou pela realização do procedimento invasivo.
O bloqueio anestésico teve duração aproximada de uma hora e foi realizado apenas do lado direito. A possibilidade de um novo procedimento no lado esquerdo está prevista para a próxima segunda-feira (29), mas ainda depende da avaliação de eventuais efeitos colaterais.
De acordo com os especialistas, a decisão de não realizar o bloqueio bilateral simultaneamente levou em conta os riscos associados, especialmente a possibilidade de dessaturação, redução dos níveis de oxigênio no sangue, agravada pela idade do paciente, que tem 70 anos, e por comorbidades respiratórias.
A expectativa de internação permanece entre cinco e sete dias. Caso o segundo procedimento seja realizado, Bolsonaro deverá permanecer em observação por pelo menos mais 48 horas antes de receber alta, se não houver intercorrências, conforme explicou o cirurgião geral Claudio Birolini.
Os médicos ressaltaram que, embora o bloqueio do nervo frênico possa reduzir crises persistentes de soluço, há riscos, como paralisia temporária do diafragma e dificuldades respiratórias. Esses riscos são maiores em pacientes com histórico de apneia do sono, tosse crônica ou outras doenças respiratórias, condições presentes no ex-presidente.
Internado desde o dia 24 de dezembro, Bolsonaro segue em recuperação de uma cirurgia para retirada de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia 25. Ele continua realizando sessões de fisioterapia e recebe medicação para prevenção de trombose.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanha o marido durante a internação. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os filhos do ex-presidente também estão autorizados a visitá-lo, seguindo as normas gerais do hospital.