O Estado do Maranhão encontra-se refém de uma verdadeira quadrilha maligna incrustada no poder público. Em uma sequência ininterrupta de crimes e ilegalidades, o grupo que domina a máquina governamental vem instrumentalizando a estrutura oficial para atender a interesses políticos escusos, transformando órgãos do governo em balcões de operações ilegais.
A prova mais recente desse esquema criminoso veio à tona com dados entregues pela Meta à Justiça Eleitoral. A perícia revelou que perfis voltados à promoção da candidatura de Orleans Brandão (MDB) operavam diretamente de dentro do poder público. Registros de IP confirmam que as contas foram criadas e movimentadas a partir da própria rede da Secretaria de Estado de Governo do Maranhão (Segov), escancarando como o aparato estatal foi aparelhado para cometimento de crime sobre crime.
A revelação integra a ação movida pela coligação de Felipe Camarão (PT) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), que denuncia o escandaloso abuso de poder político e econômico, além do uso indevido dos meios de comunicação.
As investigações apontam para a atuação de uma rede subterrânea composta por 291 contas coordenadas — uma verdadeira “milícia digital” mantida com recursos e infraestrutura do povo maranhense. Entre junho de 2025 e agosto de 2026, esse aparato disparou mais de 46,3 mil publicações, sendo quase 23 mil em ações orquestradas entre os próprios perfis para manipular a opinião pública.
O vínculo direto com o coração do governo estadual ficou evidenciado pelo rastreamento técnico: o IP da Segov foi utilizado na criação da página suldomacomorleans e em acessos frequentes ao perfil juventudecomorleans. O caso, que explicita os excessos e a conduta criminosa dessa organização, segue agora sob análise da Justiça Eleitoral.
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