Segundo informações do site da Revista Piauí (UOL), uma fotografia revelada de uma viagem à África do Sul expôs a proximidade entre o senador maranhense Weverton Rocha (PDT), popularmente conhecido nos bastidores políticos como “Maragato”, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A imagem, feita em março de 2025, traz à tona um polêmico “safári de luxo” integrado por figurões envolvidos em escândalos de corrupção de repercussão nacional.
Conforme apurado pela reportagem do portal, a foto fazia parte de um grupo de WhatsApp batizado de “África do Sul”, que reunia os parlamentares, suas respectivas esposas, o advogado Willer Tomaz e o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos, sócio do Grupo Voetur/VTCLog. O material foi acessado pela Polícia Federal após a apreensão do celular de Weverton Rocha no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura uma megafraude no INSS estimada no desvio de bilhões de reais de aposentados.
O histórico de polêmicas de Weverton Rocha, o “Maragato”, acumula episódios de grande repercussão. Além de figurar no inquérito das fraudes previdenciárias — no qual o advogado Willer Tomaz é suspeito de atuar como operador de lavagem de dinheiro para o senador —, Weverton também teve seu nome vinculado às investigações do Ministério Público Federal sobre o uso irregular de verbas do “orçamento secreto” na saúde do Maranhão, processo que subiu ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo que acompanhava o parlamentar maranhense e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro carrega um vasto histórico com a Justiça. O empresário “Carlinhos” teve pedido de indiciamento formalizado pela CPI da Covid por suspeitas de corrupção ativa, superfaturamento de R$ 17 milhões e pagamentos indevidos a diretores do Ministério da Saúde. Já o advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Weverton e Flávio, chegou a ser blindado na mesma CPI pela bancada governista.
Questionados pela reportagem do UOL/Piauí, os citados alegaram se tratar de um compromisso de caráter privado e custeado com recursos próprios. O senador Weverton Rocha destacou sua relação pessoal e de compadrio com Willer Tomaz, enquanto Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre o episódio.
Apesar das tentativas formais de desmentido ou justificativa, fica evidente o estreito envolvimento e a profunda ligação entre “Maragato” e Flávio Bolsonaro — ambos atolados em diversas controvérsias e processos. A divulgação da fotografia escancara a perigosa e incômoda proximidade de alvos e investigados da Polícia Federal com o filho de Jair Bolsonaro, demonstrando como as alianças de bastidor atropelam discursos e expõem a promiscuidade das elites políticas envolvidas em escândalos de ordem pública.
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