Em meio ao julgamento tenso que analisa mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ministro usou fala de esquete de humor sobre excesso de petições e sobrecarga na Corte.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou um momento de descontração e ironia nesta terça-feira (15), durante o julgamento inédito convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O tribunal analisa como conduzirá o relatório da Polícia Federal referente a mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam o ministro Alexandre de Moraes.
Ao explicar o seu atraso para a sessão ao ministro Edson Fachin, o ministro Flávio Dino recorreu ao humor e sugeriu que o presidente assistisse a um vídeo recente do humorista Fábio Porchat que ironiza a sobrecarga de trabalho e a rotina acelerada dos veículos de imprensa.
“Vossa Excelência viu o vídeo do Fábio Porchat? É um vídeo muito bom, porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque eu estava decretando prisão de gente, porque é tanta petição, presidente…”, declarou Dino ao plenário.
Em resposta bem-humorada, o presidente Edson Fachin afirmou que ainda não havia conseguido assistir à citação: “Eu não tive tempo, estou vendo os ofícios que chegaram, que são hemorrágicos”, disse Fachin.
ENTENDA O CONTEXTO DA FALA
A quem o ministro Flávio Dino se referia?
O ministro Flávio Dino não estava se referindo a uma pessoa ou mandado de prisão real. A frase “eu cheguei atrasado porque estava decretando prisão de gente” foi uma citação literal de uma esquete de humor do comediante Fábio Porchat.
No vídeo mencionado por Dino, Porchat interpreta um jornalista soterrado por reviravoltas no noticiário e dispara bordões exagerados sobre o acúmulo de trabalho. Dino usou a piada do humorista para comparar a rotina sufocante dos jornalistas à atual rotina dos próprios ministros do STF diante do volume diário de petições, recursos e decisões.
Quem e onde está com mandado de prisão?
Por se tratar do uso de uma metáfora cômica extraída do vídeo de humor, não houve expedição de mandado de prisão associado a essa declaração específica. A fala serviu apenas como alívio cômico durante a abertura da sessão do Supremo.
Deixe um comentário