Diante da repercussão sobre um alegado plano de assassinato contra candidatos em Cantanhede — narrativa explorada pela cúpula governista para vitimizar o sobrinho do governador —, a oposição tomou a iniciativa institucional. Neste sábado (12), o deputado estadual Carlos Lula (PSB), o candidato a deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) e o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) protocolaram petição formal na Superintendência Regional da Polícia Federal no Maranhão.
O documento exige a abertura imediata de inquérito policial e a adoção de medidas de segurança para os nomes citados no suposto complô: o pré-candidato governista Orleans Brandão, a deputada federal Roseana Sarney, o candidato a deputado federal Hildo Rocha e o candidato a deputado estadual Júnior Viana.
Exigência de isenção e afastamento da polícia de Brandão Ao acionarem a Polícia Federal, os parlamentares explicitaram a necessidade de retirar o caso do âmbito da Polícia Civil do Estado. O argumento central é que, tratando-se de suposta ameaça em pleno período eleitoral envolvendo o grupo do oligarca Carlos Brandão, a apuração não pode ficar sob o controle do aparelho de segurança estadual, subordinado diretamente ao Palácio dos Leões.
Investigação imparcial: A oposição defende que apenas o órgão federal possui a isenção necessária para periciar a veracidade dos fatos sem interferência política local.
Perícia técnica no factoide: A medida força a PF a apurar rigorosamente se existe algum fundo de verdade ou se a denúncia não passa de uma armação publicitária para tentar dar fôlego à fraca campanha de Orleans Brandão.
Gesto político expõe contradições do Palácio dos Leões A manobra da oposição surpreendeu a cúpula governista pela celeridade. Ao buscarem a Polícia Federal, Carlos Lula, Rodrigo Lago e Márcio Jerry cobraram responsabilidade institucional e colocaram à prova o discurso do Palácio dos Leões. Caso a apuração federal demonstre a inconsistência das acusações, a tática de vitimização articulada pelo marketing de Brandão para abafar as recentes crises da gestão poderá ser desmascarada oficialmente pelas autoridades federais.
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