Um adolescente de 17 anos morreu na manhã desta quinta-feira (30) durante uma operação policial realizada no bairro Vila Palmeira, em São Luís. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), o jovem era investigado por participação no ataque criminoso que resultou na morte de uma mulher grávida e de seu filho de 4 anos, no município de São João Batista, na Baixada Maranhense.
Segundo a polícia, a ação tinha como objetivo cumprir um mandado de busca, apreensão e internação provisória expedido pela Justiça. Durante o cumprimento da ordem judicial, o adolescente teria reagido à abordagem efetuando disparos contra as equipes policiais, dando início ao confronto.

Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram o suspeito escondido em uma área de manguezal. Após a troca de tiros, ele foi baleado. Durante a operação, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros, carregadores e munições.
O adolescente chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu aos ferimentos.
A ocorrência foi apresentada à Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), que ficará responsável pela apuração dos fatos e pela análise dos procedimentos adotados durante a intervenção policial, conforme determina a legislação.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada de 10 de julho, no município de São João Batista, quando criminosos invadiram uma residência e executaram Samira Costa Correia, que estava grávida, e seu filho, Yan Kaleb Costa Santos, de apenas 4 anos.
Após os disparos, os autores incendiaram o imóvel na tentativa de ocultar o crime. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados no interior da residência, em um caso que causou forte comoção em todo o Maranhão.
De acordo com o subsecretário de Segurança Pública do Maranhão, delegado Ederson Martins, as investigações apontam que o atentado teria sido motivado por uma suposta mudança de facção criminosa por parte do companheiro de Samira.
Logo após o crime, a Secretaria de Segurança Pública mobilizou uma força-tarefa envolvendo equipes das polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência. Desde então, as forças de segurança vêm realizando diligências para localizar e responsabilizar todos os envolvidos no ataque.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros suspeitos que possam ter participado da ação criminosa.