A Justiça do Maranhão decidiu manter o uso de tornozeleira eletrônica pelo prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), acusado de envolvimento na morte do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos. A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras, que negou o pedido da defesa para revogar a medida cautelar.
No mesmo despacho, o magistrado também indeferiu a solicitação para que o prefeito viajasse por 15 dias ao município de Bodocó, em Pernambuco, onde pretendia visitar a avó em tratamento contra o câncer. Segundo a decisão, a defesa não apresentou elementos que comprovassem a necessidade indispensável da presença do gestor no local, motivo pelo qual as restrições judiciais foram mantidas.
João Vitor Xavier responde a uma ação penal pela morte do policial militar Geidson Thiago, ocorrida durante uma vaquejada realizada em julho de 2025, no Parque Maratá, em Trizidela do Vale. A prisão preventiva do prefeito foi substituída por monitoramento eletrônico em setembro do mesmo ano.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a acusação é sustentada por depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e demais provas reunidas durante a investigação. Em depoimento à Polícia Civil, o prefeito admitiu ter efetuado os disparos que atingiram a vítima, mas alegou ter agido em legítima defesa.
A versão apresentada pela defesa, entretanto, é contestada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Conforme o relatório final da investigação, o policial, que estava de folga no momento do crime, teria sido surpreendido sem chances de reação após reclamar da direção dos faróis do veículo conduzido pelo prefeito.
Além da acusação de homicídio qualificado, João Vitor Xavier também responde pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e receptação. O processo continua em tramitação na Justiça maranhense, aguardando os próximos desdobramentos judiciais.