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Google apresenta Gemini Omni, nova IA capaz de produzir vídeos ultrarrealistas

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O Google anunciou durante a conferência Google I/O 2026, o lançamento do Gemini Omni, uma nova ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para criação e edição de vídeos ultrarrealistas.

A tecnologia foi apresentada em Mountain View, na Califórnia, e marca mais um avanço da empresa na corrida global pela liderança em IA generativa.

Segundo o Google, o Gemini Omni foi criado para integrar diferentes formatos de mídia em um único sistema. A ferramenta consegue combinar texto, imagens, vídeos e áudio para produzir cenas completas com aparência cinematográfica e alto nível de realismo.

A proposta vai além da simples geração automática de vídeos. O usuário também poderá enviar gravações já existentes e solicitar alterações usando apenas comandos escritos, sem necessidade de conhecimento técnico em softwares tradicionais de edição.

De acordo com a empresa, será possível modificar ações dentro de uma cena, inserir novos personagens, alterar objetos, trocar cenários e até mudar enquadramentos e estilos visuais mantendo a coerência da gravação original.

O Google afirma que o diferencial do Gemini Omni está em sua estrutura multimodal nativa, construída diretamente sobre a arquitetura do Gemini. Isso permite que a inteligência artificial compreenda contexto, linguagem e continuidade narrativa ao mesmo tempo.

Na prática, a IA consegue entender o que acontece em uma cena e prever como ela deveria continuar, criando sequências mais naturais e consistentes.

Durante a apresentação, o Google exibiu exemplos de vídeos produzidos pela ferramenta com nível elevado de realismo visual. Em algumas demonstrações, a IA alterava elementos inteiros de uma gravação apenas a partir de instruções em texto, sem comprometer iluminação, movimentos de câmera ou aparência dos personagens.

A nova tecnologia será disponibilizada globalmente para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra. O Gemini Omni poderá ser utilizado diretamente no aplicativo Gemini, na plataforma Google Flow e também integrado ao YouTube Shorts.

Segundo a empresa, versões gratuitas da ferramenta chegarão ainda nesta semana ao YouTube Shorts e ao aplicativo YouTube Create, ampliando o acesso dos criadores de conteúdo aos recursos de edição automática com IA.

Outro destaque anunciado foi a possibilidade de criar avatares digitais personalizados com voz e aparência do próprio usuário. Na prática, a função permite gerar representações extremamente realistas de uma pessoa, em um recurso semelhante ao chamado “deepfake”.

O Google afirmou que pretende adotar medidas de segurança para reduzir riscos de uso indevido da tecnologia. Todos os vídeos produzidos ou modificados pelo Gemini Omni receberão automaticamente o SynthID, sistema de marca-d’água digital desenvolvido pela empresa para identificar conteúdos gerados por inteligência artificial.

Segundo o Google, a marca é imperceptível ao público, mas pode ser detectada para verificar a autenticidade de mídias criadas por IA.

A empresa também revelou que trabalha em uma versão ainda mais avançada da tecnologia, chamada Omni Pro. Apesar da confirmação, o Google não divulgou detalhes técnicos nem uma data oficial de lançamento, limitando-se a afirmar que o novo sistema chegará “em breve”.

Embora o Google já tenha apresentado anteriormente o Veo 3, outro modelo voltado à geração de vídeos por inteligência artificial, a companhia destaca que as duas ferramentas possuem propostas diferentes.

Enquanto o Veo segue o modelo tradicional de criação a partir de comandos de texto, o Gemini Omni foi desenvolvido como um sistema multimodal completo, capaz de interpretar diferentes tipos de arquivos simultaneamente.

Segundo Koray Kavukcuoglu, diretor de tecnologia do Google DeepMind e arquiteto-chefe de IA da empresa, o Omni representa uma mudança estrutural na forma como inteligências artificiais entendem e produzem conteúdo audiovisual.

A aposta do Google reforça o crescimento acelerado do mercado de vídeos gerados por IA, setor que vem atraindo investimentos bilionários e aumentando a disputa entre gigantes da tecnologia por ferramentas cada vez mais realistas e acessíveis ao público.