Principais nomes na disputa ao governo do Maranhão
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Camarão, Lahesio, Braide, Enilton confirmados na disputa ao Palácio dos Leões; Orleans ainda é dúvida

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Com as últimas movimentações nos bastidores políticos do Maranhão, começam a se desenhar os nomes que são pré-candidatos de fato e que têm aval de seus partidos e grupos políticos.

Na lista, aparecem políticos com experiência administrativa, mas também nomes que nunca exerceram funções públicas de grande expressividade.

Com as definições recentes do Partido dos Trabalhadores (PT), são oficialmente pré-candidatos ao governo Felipe Camarão, Lahesio Bonfim (Novo), Eduardo Braide (PSD) e Enilton Rodrigues (PSOL); ainda indefinido, Orleans Brandão (MDB). Entenda o perfil e a situação de cada um:

Com a decisão da executiva nacional do PT, Felipe Camarão é o pré-candidato oficial da esquerda ao governo e conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de ocupar o cargo de vice-governador, Camarão acumula experiência, tendo exercido diversos cargos importantes; entre eles, destacou-se como secretário de Educação, onde promoveu avanços e deixou legado na área, contribuindo para a melhora de indicadores educacionais do estado. Com a definição do PT e o apoio de Lula, a tendência apontada por aliados é de crescimento nas pesquisas e a chegada ao segundo turno.

Lahesio Bonfim foi o primeiro a ter a pré-candidatura definida, pelo partido Novo. Ele segue como representante da direita no estado e deve polarizar a disputa com Felipe Camarão, com ambos mirando o segundo turno. Lahesio deve contar com apoio de segmentos da direita no Maranhão, incluindo grupos ligados ao bolsonarismo, o que pode influenciar o cenário eleitoral.

O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, foi confirmado pelo PSD, porém já enfrenta críticas por sua postura considerada indefinida, sem alinhamento claro com a esquerda ou à direita. Por conta desse comportamento, tem sido chamado de “coisa nagua” e pré-candidato “sabão neutro”, por não definir lado, o que, segundo avaliações políticas, pode impactar sua base de apoio. Apesar de ter deixado a prefeitura com aprovação, há críticas relacionadas a problemas como alagamentos e obras apontadas inacabadas, caracterizando ações eleitoreiras.

Enilton Rodrigues foi confirmado pelo PSOL e é identificado como representante da esquerda mais ideológica (extremista). Ele não possui experiência administrativa de grande porte e já disputou outras eleições sem alcançar alta expressividade de votos, cenário que, segundo análises, pode se repetir.

Orleans Brandão é um caso à parte. Todos os outros pré-candidatos já mencionados estão com seus partidos definidos e contam com apoio consolidado de seus grupos políticos, dependendo apenas das convenções para oficializar as candidaturas. Já Orleans, embora tenha partido, enfrenta incertezas quanto ao apoio político. Seu nome está ligado ao grupo do governador Carlos Brandão, de quem depende politicamente. O cenário é considerado delicado por analistas, diante de desgastes e questionamentos envolvendo a atual gestão, o que pode impactar diretamente a viabilidade de sua candidatura. Nesse contexto, Orleans ainda é visto como uma incógnita. O tio de Orleans, o governador Carlos Brandão enfrenta processos que podem culminar com afastamento e até prisão. Caso essa realidade se concretize, fica inviável a pré-candidatura.

Com a definição de que Lula terá Felipe Camarão e Lahesio será o nome da direita e do bolsonarismo o nome de Orleans se tornaria ainda inviável nesse contexto; Portanto Orleans ainda é uma dúvida diante desse cenário. Caso o tio fosse afastado, de cara, Orleans perderia apoio de diversos prefeitos e partidos políticos.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, e o segundo deve ocorrer em 25 de outubro. Até lá, partidos e pré-candidatos seguem em articulação e negociação com outras siglas para fortalecer seus respectivos projetos políticos.

Imagem do G1-MA