Como determinados setores da imprensa têm se prestado a um papel lamentável no cenário atual. Bancados pelo governo corrupto no Maranhão, esses veículos e profissionais abandonam qualquer compromisso com a verdade e passam a atuar como instrumentos de ataque aos Poderes da República, em especial ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a seus integrantes, como o ministro Flávio Dino.
Recentemente, um artigo publicado no Maranhão, assinado por um jornalista alinhado ao cofre público (leia-se se ‘Leões’), ultrapassou todos os limites do razoável, do aceitável, do bom senso, do que é justo e ético no jornalismo. Publicado sempre aos finais de semana, Trata-se de um texto nojento, descabido, marcado por ataques diretos, cínicos e desesperados ao ministro Flávio Dino. É evidente que há, por trás disso, o medo de perder privilégios, benefícios financeiros e a chamada “mamata” sustentada por um governo que financia esse tipo de conteúdo.
Essa mesma imprensa que hoje ataca o STF é a primeira a se vitimizar quando decisões judiciais, baseadas na lei e no que é correto, atingem seus próprios interesses. Gritam, esperneiam e ainda mobilizam setores da imprensa nacional para repercutir suas versões distorcidas dos fatos. Trata-se de uma atuação hipócrita, marcada por dois pesos e duas medidas.
Em tempos de fake news e desinformação, enquanto o próprio Supremo luta para combater práticas criminosas, esses mesmos setores insistem em propagar notícias falsas e manipular a opinião pública. Criticam aquilo que, na prática, também fazem — e muitas vezes de forma ainda mais descarada, perversa e nojenta.
É vergonhoso assistir a esse tipo de comportamento. Torna-se cada vez mais necessário separar o joio do trigo. De um lado, há profissionais sérios, comprometidos com a informação de qualidade, real e críticas contundentes e aceitáveis; do outro, cresce uma imprensa podre, que se sobressai pelo barulho, pela distorção e pela submissão a interesses financeiros. Uma imprensa que deveria informar com responsabilidade, mas prefere politizar tudo em troca de benefícios pagos com dinheiro público.
No Maranhão, essa prática não é nova. Basta lembrar de 2006, quando o então governador Jackson Lago já denunciava certos veículos, como o Sistema Mirante, chamando de “Sistema Mentira”. Infelizmente, essa “doença” não só permaneceu, como se espalhou. Hoje, contamina setores da imprensa falada, televisionada, escrita e também da mídia digital, transformando-se em um verdadeiro câncer que corrói a credibilidade da comunicação.
O nível a que essa imprensa chega é degradante. Rebaixa-se a um patamar esdrúxulo e execrável ao atacar instituições que deveriam ser respeitadas. Se a Polícia Federal age contra interesses que eles defendem, está errado. Se o Ministério Público emite parecer contrário ao grupo que apoiam, é alvo de críticas. Se a Justiça decide com base na lei, mas contraria seus financiadores, também passa a ser atacada.
Essa lógica revela muito mais do que divergência: expõe um sistema de interesses, dependente de recursos públicos e sustentado por narrativas manipuladas. Uma imprensa que age assim não apenas perde sua credibilidade — compromete a própria democracia.