Pela quarta vez em poucos meses, mais um evento foi realizado com a mesma finalidade: lançar a pré-candidatura de Orleans Bebezão ao governo. O que há em comum em todos esses eventos é o baixo número de público. Em especial neste final de semana, mais uma vez ficou constatada a falta de popularidade e a ausência de um público orgânico.
Apesar de a mídia ligada ao governo divulgar releases prontos, alardeando que o evento reuniu uma multidão e sacramenta o nome do sobrinho do governador oligarca Carlos Brandão, poucas pessoas estavam ali espontaneamente — ou melhor, de corpo e alma.
Vários áudios e divulgações nas redes sociais desmascararam esse teatro que custou milhões de reais. Servidores do governo foram coagidos, pressionados e intimidados a participarem do evento, sob risco de sofrerem retaliações. Enquanto o servidor era pressionado, a população mais humilde chegava em caravanas de ônibus do interior e da própria capital, abarrotados de pessoas que receberam entre R$ 50,00 e R$ 100,00 para comparecer ao Multicenter Sebrae.
Outros foram atraídos por notas de combustível e pelo financiamento da cerveja pós-evento. Ou seja, a maioria das pessoas que estava ali compareceu em troca de algum benefício ou por pressão. Não estavam nem de mente, muito menos de alma e coração.
Tirando os parentes da família oligarca Brandão e aqueles que têm lucrado alto com o governo da corrupção, poucos estavam lá de fato.
Vereadores de São Luís que chegaram com caravanas gigantescas exemplificam muito bem o que estamos dizendo no título deste texto. Um exemplo é um áudio vazado que aponta que uma pessoa ligada ao vereador Marquinhos Silva estaria coagindo funcionários públicos não só a marcar presença, mas também a levar de três a quatro pessoas.
Em Peritoró, o deputado estadual Rodrigo Lago flagrou uma série de irregularidades, onde a prefeitura teria bancado ônibus, combustível para carros particulares, alimentação e até o uso de ônibus escolar para transportar pessoas até São Luís para o evento de Orleans, além da existência de uma planilha para pagamento em dinheiro.
Além de não ter prestígio popular, já que grande parte do público foi forçada a comparecer apenas para fazer número para a equipe de marketing, Orleans já começa muito mal, com denúncias de crimes eleitorais que desafiam a Justiça Eleitoral, com uso da máquina pública para promoção pessoal em pleno ano eleitoral e assim obter vantagem sobre adversários.
O fato é que, com esse quarto lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão, fica claro que nem mesmo os aliados mais fervorosos já acreditam nesse projeto natimorto. Resumindo: nas fotos foram 40 mil, mas, de verdade, com coração e sentimento, não foram nem 500 pessoas.
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