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“Secretário taradão”! Maurício Martins é acusado de assédio contra delegada

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Um caso extremamente grave foi denunciado nesta semana e envolve uma delegada da Polícia Civil do Maranhão e o atual secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, que também é delegado da Polícia Civil.

De acordo com informações do comunicador Carlos Afonso, a delegada Viviane Fonteles fez um desabafo e uma denúncia gravíssima contra o secretário Maurício Martins, que é primo do governador oligarca Carlos Brandão. A delegada afirma que foi vítima de assédio.

Em uma manifestação, Viviane desabafa e relata o constrangimento que sofreu por parte de Martins, que além de levar a Segurança Pública do Maranhão ao ralo, agora passa a ser acusado de assédio. A delegada narra em um texto que sempre incentivou campanhas de conscientização no combate à violência contra a mulher, mas que ainda não havia compartilhado que havia passado por um momento constrangedor durante uma reunião institucional no gabinete do secretário durante este ano.

Durante a reunião, com a presença de outros profissionais e sendo ela a única mulher no ambiente, o secretário Maurício Martins, em meio à reunião profissional, teceu comentários inapropriados, ao que ela caracterizou como “gracinhas”. Ele chamou Viviane Fonteles de “DeleGata” e disse que a profissional de segurança pública era a delegada mais bonita do Maranhão, afirmando ainda que já a observava desde quando ela trabalhava no Tribunal de Justiça. Os comentários do titular da pasta foram além, ao ponto de ele ser insistente em pedir uma foto dela para, segundo ele, colocar no gabinete. “Não esqueça da foto”, teria dito o secretário Maurício Martins repetidas vezes para a delegada dentro do gabinete no momento da reunião.

A delegada cita que foi um típico comportamento de “macho alfa”, que se sente à vontade para ultrapassar os limites em um ambiente profissional e extremamente institucional. Viviane afirma que pensou em registrar um boletim de ocorrência, mas que foi convencida a não registrar, pois causaria uma situação extremamente delicada se o caso vazasse.

O que deixa todos estarrecidos é que, além de ser secretário e delegado de polícia civil, ou seja, a pessoa que comanda o sistema de segurança e que deveria dar exemplo a toda sociedade, é o primeiro a dar mau exemplo. E, detalhe: a situação ocorreu, segundo a delegada, dentro do gabinete, em um ambiente extremamente profissional e diante de testemunhas.

Esse é o retrato e a postura de quem deveria dar exemplo. Um secretário assediador, que constrange mulheres, como uma delegada. Imagine com outras pessoas como ele não age? O governador oligarca vai insistir e permanecer com um secretário que, além de incompetente, é também acusado de assédio? Até quando o governador Brandão vai negligenciar a segurança pública, colocando alguém sem a menor condição de estar à frente de uma pasta tão importante como essa?

Veja o relato na íntegra atribuído à delegada Viviane Fonteles:

Colegas,
Ontem, Dia Internacional da Mulher, foi um dia que me trouxe muitas reflexões. Quem convive comigo sabe que eu sempre incentivo campanhas de conscientização sobre violência contra a mulher e sobre educação antimachista. Falo disso com frequência, me posiciono publicamente.
Mas existe algo que eu ainda não tinha compartilhado com vocês.
No mês passado, eu mesma passei por uma situação extremamente constrangedora durante uma reunião no gabinete do Secretário. Alguns colegas deste grupo estavam presentes e talvez se recordem do episódio.
Durante a reunião de trabalho, em um ambiente que deveria ser estritamente profissional, ele começou a fazer comentários e “gracinhas”, me chamando de “DeleGata”, dizendo que eu era “a delegada mais bonita do Maranhão” e que já me observava desde os tempos em que trabalhava no Tribunal de Justiça. Em seguida, passou a insistir que queria uma foto minha para colocar no gabinete, repetindo várias vezes: “não esqueça da foto”.
Detalhe importante: eu era a única mulher na sala.
O constrangimento foi enorme. A situação toda teve aquele ar típico do comportamento do “macho alfa” que se sente à vontade para ultrapassar limites mesmo em um ambiente institucional.
Depois disso, cheguei a comentar com o nosso presidente que pensei seriamente em registrar um boletim de ocorrência. Ele me pediu para refletir melhor, ponderando que um BO poderia acabar vazando e gerar uma situação delicada. Eu acabei me segurando.
No dia seguinte tivemos outra reunião, dessa vez com a SEAD. Estávamos novamente nós da diretoria, além do SSP e do DG. O Secretário ficou pouco tempo, pois disse que sairia para gravar uma entrevista para o Fantástico sobre o desaparecimento das crianças de Bacabal.