Levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (26), indica que corrupção e criminalidade são, na percepção dos brasileiros, os maiores problemas do Brasil atualmente.
Ao serem questionados sobre quais seriam os principais desafios do país — com possibilidade de escolher até três opções — 54,3% dos entrevistados citaram a corrupção, enquanto 53,3% mencionaram a criminalidade e o tráfico de drogas.
Na sequência aparecem “economia e inflação” (19,2%), “violência contra a mulher/feminicídio” (16,4%), “extremismo e polarização política” (15,7%), “situação da saúde” (15,5%) e “situação da educação” (15,3%). O enfraquecimento da democracia foi apontado por 13,9% dos participantes.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Percepção sobre a criminalidade
Quando questionados sobre o nível atual da criminalidade no país, 49,6% classificaram como “muito alto” e 38,8% como “alto”. Outros 11,4% consideram “regular”. Apenas 0,1% avaliou como “muito baixo”, e nenhum entrevistado apontou o nível como “baixo”.
A percepção predominante é de agravamento do cenário: 85,2% acreditam que o tráfico de drogas está piorando, enquanto 81,9% percebem aumento da violência sexual.
O levantamento também mostra que 91,5% dos entrevistados avaliam que organizações criminosas influenciam setores importantes da política e do sistema judicial.
Entre as medidas consideradas mais eficazes para reduzir a criminalidade estão a adoção de leis mais rigorosas (57,7%), o combate à corrupção no Judiciário e nas forças policiais (56,9%) e o aumento de investimentos nas forças de segurança (45%).
Impacto no voto
A pesquisa analisou ainda o peso da criminalidade nas decisões eleitorais. Para 62,8% dos entrevistados, o tema é importante, mas não decisivo. Já 27,6% afirmaram que políticas de combate à criminalidade estão entre os principais fatores que influenciam o voto. Outros 8,2% disseram que o problema não interfere em sua escolha, e 1,4% priorizam outros temas políticos.