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Delegados devem suspender as atividades no Maranhão

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Paralisação deve ocorrer temporariamente no período do Carnaval, diz nota da Adepol

Delegados de polícia mobilizados em Assembleia Geral permanente desde o início do ano realizarão nova Assembleia Geral na próxima sexta-feira, dia 16. Na pauta, além da apresentação de um panorama atualizado das demandas da categoria, serão debatidas e deliberadas novas medidas de mobilização diante da ausência de diálogo com o Governo do Estado.

Entre os pontos a serem discutidos está a suspensão temporária de parte do atendimento ao cidadão, medida que se insere em um conjunto mais amplo de ações aprovadas e em fase de ampliação pela categoria. Também devem ser deliberadas passeatas pelo centro da cidade, a utilização de outdoors para informar a sociedade sobre a realidade enfrentada pelos delegados de polícia e, especificamente, a suspensão temporária do atendimento durante o período do Carnaval.

Questionados sobre eventual prejuízo à sociedade, os delegados afirmam que a população não será desassistida, mas alertam para possíveis transtornos. Segundo a categoria, mesmo havendo atendimentos extraordinários e situações emergenciais, a suspensão temporária tende a gerar lentidão nos serviços, especialmente em um período de grande demanda, como o Carnaval.

Os delegados recomendam que, durante esse período, a população evite locais de grande aglomeração, justamente porque a movimentação tende a ser intensa e o atendimento pode ocorrer de forma mais lenta. A Polícia Civil do Maranhão já possui, atualmente, um dos menores percentuais de policiais civis por habitante do país, realidade que se agrava em um cenário de mobilização e suspensão parcial de atividades. Ressaltam, contudo, que esse não é o desejo da categoria.

De acordo com os representantes dos delegados, a mobilização é consequência direta da postura do governo, que, de forma considerada inexplicável pela categoria, se recusa a estabelecer um diálogo efetivo com os delegados de polícia. Eles destacam que os delegados foram a única carreira do sistema de segurança pública estadual ignorada pelo governo no que diz respeito à concessão de reajustes e medidas concretas de valorização, apesar de serem responsáveis por presidir a investigação criminal e sustentar o funcionamento do sistema de justiça criminal.

A Assembleia Geral da próxima sexta-feira deverá definir o alcance, o calendário e os detalhes das novas medidas, bem como os próximos passos do movimento, que segue em estado permanente de mobilização.